Paulo Moura, um solo brasileiro (Casa da Palavra) reúne uma série de entrevistas inéditas em tom coloquial, íntímo e profundo, que brota da relação conjugal e profissional do músico com a autora Halina Grynberg, sua mulher por 26 anos. Nessas conversas são revistas histórias e reflexões sobre a carreira e o destino profissional deste que é um dos maiores nomes da música instrumental mundial, o clarinetista e saxofinista, compositor e arranjador Paulo Moura (1932 – 2010). No livro, Paulo revela sua relação com a família, tradições musicais que o marcaram, inovações estéticas que vanguardeou, reflexões conceituais sobre o seu savoir-faire profissonal, e a devoção intensa à arte e ao desejo de criar um solo brasileiro; uma música instrumental popular brasileira feita da miscigenação do samba, choro, música erudita e jazz brasileiros - iluminada pela rítmica afrobrasileira que jamais cansou de refinar. O livro, em edição bilíngüe, conta ainda com o CD inédito Fruto Maduro, que conjuga 10 músicas de Paulo Moura, resultado de seus mais recentes experimentos musicais.
Este livro é a história de um grande músico brasileiro, o que já bastaria para ser lido, recomendado e festejado. Mas não é só isto. Também é a história de uma época e dos seus personagens, de certo Brasil e suas promessas e triunfos e frustrações. E não é só isto. Também é uma aula magna de música, nas palavras de alguém que sempre entendeu e soube explicar o que fazia, praticou o que teorizava e conseguia melhor do que ninguém combinar técnica e sentimento, erudição e coração. E não é só isto. Também é o retrato de uma personalidade fascinante, cuja serena sabedoria é captada com afetuosa precisão. Quer dizer, esta também é uma história de amor. Quatro livros em um e um melhor do que o outro. Negocião. (Luis Fernando Veríssimo)
Caro André, não se pode "discursar" sobre a arte de Paulo Moura;...
Tânia Delorme comentou o link de André Sachs. Tânia escreveu: "Caro André, não se pode "discursar" sobre a arte de Paulo Moura; a arte do Regente Paulo Moura é como se fosse o nome de Deus, que não devemos "citá-lo"; a música do ínclito Maestro é para ser escutada com respeito, com reverência, pois assim devemos agir com tudo que para nós é sublime, é sagrado. Aqui tenho a ousadia de tentar explicar à Mãe do Maestro, que um dia indagou por que ele era chamado de Paulo Moura enquanto seus colegas eram chamados apenas pelo prenome. A resposta é: Paulo Moura é único e sua música é universal. Talvez Ela àquela época não tivesse se dado conta de que as pessoas são diferentes. A Música identifica Paulo Moura. O Maestro Paulo Moura é talentoso, sensível e cuidadoso. Sua Música nos conduz ao êxtase. O exício do Maestro foi apenas do seu corpo físico, pois sua Música é perene. O Maestro Paulo Moura viverá para sempre através de sua Música. Quanto à obra "Paulo Moura, um solo brasileiro" li e reli "n" vezes. Eu diria que a Música de Paulo Moura é simples e simultaneamente sofisticada. Será que estou sendo paradoxal? Ter tido a oportunidade de ouvir a leitura de um trecho da Obra de Halina pela própria autora no dia 27 de julho p.p. foi para mim um presente divino. Bj, Tânia Delorme"
O legado de Paulo Moura
Disco póstumo de um dos maiores instrumentistas brasileiros é lançado, com composições inéditas.
Gravadora lança primeiro disco póstumo de Paulo Moura
Aquele rosto simpático, emoldurado por cabelos grisalhos, era o de sempre. Paulo Moura (1932-2010), rio-pretense considerado um dos maiores clarinetistas do mundo, apresentava “Pixinguinha: um Choro de Cem Anos”, no teatro do Sesc Rio Preto, em 25 de abril de 1997, para uma plateia recheada de amigos.