2012
Inaugura-se em 21 de junho o Teatro Municipal Paulo Moura na sua cidade natal,
São Jose do Rio Preto, SP.
2010
Em 6 de março é inaugurada a Sala Paulo Moura, no Centro de Referência da Música Brasileira, Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, por iniciativa de Jandira Feghali e Humberto Araujo.

Em 18 de junho deste ano sobe ao palco pela última vez em show no Sesc Pompéia de São Paulo.


Depois de seis anos de tratamento de um câncer linfático Paulo Moura falece em 12 de julho de 2010, no Rio de Janeiro.

O Congresso Americano, em 15 de julho, data em que completaria 78 anos, ergue uma bandeira em meio mastro, em sua homenagem e confere-lhe o Certificado de Mérito por sua luta contra o racismo ao reunir a música erudita à música das ruas do Rio e ao jazz americano, criando seu próprio estilo.

2009
Paulo Moura excursiona para Tunísia e o Equador. Sua música é recebida com grande repercussão na imprensa internacional que o considera Embaixador da Música Instrumental Brasileira.


Lança o Cd “AfroBossaNova”, em parceria com o guitarrista baiano Armandinho (Armando Macedo).

2008
A variedade de eventos marcantes deste ano dá continuidade a versatilidade produtiva de Paulo Moura.
O álbum “Para cá e Pra Lá” é indicado ao Grammy Latino 2008, na categoria de melhor Cd Instrumental. 


A Atração Fonográfica relança: Pilantocracia – (Equipe, 1969). É o quarto Cd do revival da série de gravações realizadas por diferentes selos, entre os anos de 1968 e 1971. Neste conjunto de obras Paulo Moura relê as bases do Jazz Brasileiro Instrumental com repertório integralmente nacional, onde a percussão brasileira e seus desenhos rítmicos são o destaque nos arranjos. 


Em outubro é agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito Cultural, comenda da Presidência da República.

Como parte de uma turnê em Israel, com shows em Haifa e Tel-Aviv, leciona workshops para estudantes do Conservatório e músicos profissionais. Transmitindo a tradição da improvisação rítmica brasileira e comparado-a aos standards americanos, faz a alegria dos jovens.

2007
Tem quatro de seus álbuns históricos reeditados: Biscoito Fino relança em Cd “Paulo Moura e Ociladocê interpretam Dorival Caymmi” ( Caju Music, 1992), que sai com outro nome: “Paulo Moura e Ociladocê – O som de Dorival Caymmi”, enquanto a Atração Fonográfica inaugura a série Galeria com Hepteto ( Equipe, 1968), Quarteto (Equipe,1969 ) e Fibra (Equipe, 1971 ). A Livraria Fnac na Avenida Paulista em SP faz grande vitrine com estas capas, em sua homenagem. 
2006
É um período pleno de experimentações bem sucedidas. 
Em junho foi lançado pelo selo Biscoito Fino o Cd "Dois Panos para Manga", onde Paulo Moura reúne-se ao amigo de adolescência João Donato para um belíssimo passeio pelo repertório do Sinatra Farney Fã Club. Um trabalho musical que chama atenção, desde o início, pelo contraste com as verdadeiras paredes sonoras da maior parte dos lançamentos mais recentes - inclusive de música instrumental. É um prazer diferente poder conferir as sutilezas, os silêncios, os sons e a simplicidade da união entre piano, clarineta, ressoando experiência e sensibilidade e plenos de virtuosismo.

Década de 50 recuperada, Paulo Moura lança-se ao futuro em "Samba de Latada", CD com Josildo Sá, canto ascendente da música popular de Pernambuco. E ainda, mais uma parceria.

Com o jazzista americano, apaixonado pela música brasileira, Cliff Korman, temos o Gafieira Jazz. Como se Pixinguinha e Duke Ellington tivessem marcado um encontro no céu para uma jazz session regada à brasilidade - distribuído pela Rob Digital.
2005
Paulo Moura recebe o Prêmio TIM de Melhor Solista Popular por sua interpretação no CD "El Negro Del Blanco".


Participa do documentário "Brasileirinho", dirigido por Mika Kaurismaki e produzido por Marco Foster, com enorme repercussão no Festival de Filmes de Berlim e em Marseille, na França.


2004
O selo Biscoito Fino acolhe a parceria de Paulo Moura e Yamandu Costa em "El Negro Del Blanco". 

2003
Recebe o prêmio Rival Petrobras na categoria instrumenal pelo álbum k-Ximblues, também indicado ao prêmio Tim de Música Brasileira.

Vence o prêmio Tim de Música Brasileira na categoria melhor solista, sua segunda indicação.

O selo Rádio MEC/Rob Digital lança o CD "Estação Leopoldina", uma incursão de Paulo Moura pelo celeiro de sambas instrumentais dos subúrbios servidos pela rede ferroviária da Leopoldina, que é indicado ao Grammy de 2004.

2001
É lançado o álbum K-Ximblues pelo selo Rob Digital.

Almonds and Roses Music distribui internacionalmente o álbum “Gafieira Dance Brasil” - The Paulo Moura & Cliff Korman Ensemble, gravado ao vivo no Kennedy Center e com apresentações em Portugal e Itália.


2000
Ganha o Primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas” (Rob Digital).


Interpreta o personagem Zé Espinguela, músico popular que influenciou Villa-Lobos na sua aprendizagem de choro, no filme “Villa-Lobos uma vida de paixão”, de Zelito Viana.

Lança o álbum “Paulo Moura Visita Gershwin e Jobim” gravado ao vivo em 1998.

Sua "Fantasia Urbana para Saxofone e Orquestra Sinfônica" é apresentada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

1999
O CD "Mood Ingênuo: Pixinguinha meets Duke Ellington" é lançado na Europa e nos Estados Unidos.

Realiza o show K-Ximblues no Teatro Leblon nos dias 18 e 19 de maio, um evento Tema Produções.


1998
O CD "Pixinguinha: Paulo Moura e Os Batutas" recebe o Premio Sharp na categoria Instrumental de Melhor Disco e Melhor Grupo. A faixa "Urubu Malando" é incluída como tema do protagonista (Edson Celulari) na novela "Torre de Babel", TV Globo.

O selo Blue Jackel lança no mercado internacional o álbum “Pixinguinha”, versão americana de “Pixinguinha: Paulo Moura e Os Batutas”.

Apresenta "Paulo Moura visita Gershwin e Jobim", uma bem sucedida série de shows no SESC Vila Mariana (São Paulo), onde é gravado ao vivo pelo selo SESC SP.

Destacam-se apresentações na Sala Cecília Meirelles no Rio de Janeiro e nos Festivais de Jazz de Maceió e Tel Aviv (Israel). Nesse inusitado projeto musical, Paulo Moura revela os matizes negros dos dois grandes compositores/pianistas. A vertente judaica de Gershwin transparece nos arranjos de tradição 'klezmer' de Cliff Korman e Paulo Moura. 


1997
É lançado pelo selo Rob Digital, o álbum “Pixinguinha: Paulo Moura e Os Batutas”.
No filme "Navalha na Carne" de Neville de Almeida, tendo Vera Fisher como protagonista, Paulo Moura faz uma participação especial, interpretando um músico de rua no bairro de Santa Teresa.

O "Festival Internacional Paulo Moura" é criado em sua cidade natal, São José do Rio Preto, por iniciativa do prefeito Liberato Caboclo, carioca de nascimento e rio-pretense por adoção. Como convidados, entre outros: a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra de Câmara de Genebra, Wagner Tiso, Djavan, Leny Andrade, Oscar Castro Never, Paquito D’Rivera. Dá nome a uma praça da cidade.

Assume a presidência da Fundação Museu da Imagem e do Som.

Torna-se membro do Conselho Estadual de Cultura no governo Marcello Alencar.

É convidado a integrar o Conselho Federal de Música, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.


1996
Realiza o show “Pixinguinha: Paulo Moura e Os Batutas”, em apenas duas apresentações, no Teatro Carlos Gomes, uma realização da Tema Produções.
Uma versão para brinde e colecionadores deste show é distribuida pelo selo Velas.
O selo Tom Brasil lança “Brasil Musical - Paulo Moura e Wagner Tiso”, álbum da série Música Viva, uma compilação de interpretações ao vivo de ambos, realizada no Sesc Pompéia.


Com Cliff Korman, com o qual mantém sólida parceria, grava ao vivo, no Festival Cantar da Costa em Gênova, um repertório que reúne de Pixinguinha a Duke Ellington: “Mood Ingênuo: Pixinguinha Meets Duke Ellington”, selo Almonds & Roses Music.

1992
"Rio Nocturne" é produzido pelo selo Messidor na Alemanha, com a participação de Jorge Degas ( baixo) e do percussionista alemão Andréas Weiser, e apresentado no "Montreux Jazz Festival".


"Dois Irmãos", com Raphael Rabello, é lançado pela Caju Music. Por esse CD de rara beleza que até hoje permanece inscrito nos catálogos internacionais de música, Paulo Moura recebe o Prêmio Sharp de Melhor Instrumentista Popular de 1992. 


Rege a sua composição "Suíte Carioca", peça para Orquestra Sinfônica, grupo instrumental de jazz e coral de 150 vozes infantis, na abertura dos eventos da ECO-92 no Rio de Janeiro, a convite do prefeito Marcello Alencar.

1991
"Paulo Moura e Ociladocê interpretam Caymmi" é lançado pela Chorus Music e tem um belo clip produzido por Tizuka Yamazaki e seus alunos da CAL.


Compõe a trilha sonora de "Lindolfo Collor", um Especial da TVE – Brasil.
1988
Nasce Domingos, em 31 de julho de 1988, seu filho com Halina Grynberg
No ano dedicado aos 100 anos de Abolição da Escravidão no Brasil, rege, a convite da Secretaria da Presidência da República, a Orquestra Sinfônica de Brasília num programa comemorativo, na Sala Villa-Lobos, em Brasília, perante autoridades nacionais e internacionais; no repertório, uma peça de sua autoria, especialmente composta para a celebração, "Arredores da Lapa", tendo como solista o percussionista Reppolho.


Apresenta-se no "Olympia" de Paris com o repertório do "Quarteto Negro”, lançado pela Kuarup, do qual fazem parte Jorge Degas (baixo elétrico), Djalma Correa (percussão) e Zezé Motta (cantora e atriz).


Nelson Motta convida Paulo Moura para o primeiro show de lançamento de MarisaMonte, no Canecão. O encontro dos dois em “ Negro Gato” está registrado em DVD da cantora.


1987
Em parceria com o tecladista Alex Meirelles e o guitarrista Paulo Muylaert, compõe a trilha sonora do filme "Ratos da lei", de Silvio Autuori.
1986
Para gravar o CD "Gafieira Etc. e Tal" pela Kuarup, Paulo Moura re?ne o grupo com o qual tocava nas Gafieiras do Parque Lage. 


Apresenta-se no "Free Jazz Festival" e viaja para Paris, Nova Iorque, ampliando o conceito de musica de Gafieira, da qual torna-se a vertente contempor?nea.


? arranjador, diretor de orquestra e solista convidado no programa "Um toque de classe" da TV Manchete, concebido e apresentado pelo pianista Arthur Moreira Lima.

1985
Participa do Festival Brazil em Antibes Juan-les-Pins (França) com uma apresentação de choro ao lado de Zé da Velha (trombone) e Raphael Rabello (sete cordas).

Com sua banda de gafieira inaugura o intercâmbio Brasil - França, no teatro Zenith em Paris.


1984
"Mistura e Manda", gravado pela Kuarup, torna-se uma referência nacional e internacional, tal como anteriormente "Confusão Urbana Suburbana e Rural", ao reunir um repertório dançante de Gafieira, com uma mescla de instrumentistas e gêneros musicais:Raphael Rabello (violão de 7 cordas), Maurício Carrilho (violão), Cesar Faria (violão), João Pedro Borges (violão), Carlinhos Antunes (cavaquinho), Jonas Pereira da Silva (cavaquinho), Mané do Cavaco (cavaquinho), Joel Nascimento (bandolim), Zé da Velha (trombone), Jorginho do Pandeiro (pandeiro), Jovi Joviniano (repique de mão, ganzá e reco-reco), Neoci de Bonsucesso (tantã) e Gargalhada (caixa de fósforos e caixa de guerra). Registra assim sua concepção de choro afro-brasileiro, "choro negro". 
1983
O filme “Parahyba mulher macho” de Tizuka Yamazaki tem trilha sonora de sua autoria.


Paulo Moura inicia a parceria com Clara Sverner que se estende em apresentações pelo Brasil e pelo exterior, gravando juntos uma série de discos: "Encontro", "Vou vivendo", "Clara Sverner e Paulo Moura interpretam Pixinguinha" e ‘Cinema Odeon’, este último apenas em edição não comercial.


1982
Para o "Festival da Paz", em Guadalupe, escreve "Diálogos para a paz mundial" com Alex Meirelles, pianista, que será posteriormente incluída em seu LP "Gafieira Etc. e tal" gravado pela Kuarup e lançado em 1986.


Com Arthur Moreira Lima, Raphael Rabello e Joel Nascimento apresenta o choro no Lincoln Center, em Nova Iorque.



Estréia a "Gafieira do Circo Voador" no Arpoador, Rio de Janeiro, transferida posteriormente para a Lapa. 


Destaca-se no Festival de Jazz de Berlin.


1981
Paulo Moura grava o "Consertão" pela Kuarup, depois de extensa e bem sucedida temporada nacional com Arthur Moreira Lima no piano, Heraldo do Monte no violão e o trovador baiano Elomar Filgueira de Melo no vocal.

Participa de espetáculo dedicado a Villa-Lobos com Turíbio Santos e Arthur Moreira Lima na sala Cecília Meireles.

Conhece Halina Grynberg que irá tornar-se sua companheira em 1984.


1980
Com graves problemas financeiros devido ao deslocamento funcional para Rádio Roquette Pinto, promove uma guinada conceitual em sua carreira. Muda-se de Copacabana para o subúrbio de Ramos. Instala-se numa casa de fronte a escola de samba Imperatriz Leopoldinense e mergulha em pesquisas sobre os compositores de samba e choro.

Comanda os bailes populares da Gafieira Estudantina na Praça Tiradentes, onde permanece por oito meses. Iniciava, sem dar-se conta, uma nova vertente musical de sua carreira e da música instrumental popular carioca, que vem se recriando, sob sua inspiração, desde então.


1979
Faz a direção musical do filme "O bom burguês", de Oswaldo Caldeira. 
1978
Compõe a trilha sonora para o filme “A Lira do delírio” de Walter Lima Jr , também preenchida com trechos do LP "Confusão Urbana, Suburbana e Rural"

A convite do Maestro Julio Medaglia escreve e rege uma peça para Orquestra Sinfônica e Bateria de Escola de Samba - Variações sobre Cartola - para a inauguração da cobertura da quadra da Estação Primeira da Mangueira.

Paulo Moura resolve se afastar da Orquestra do Theatro Municipal para dedicar-se exclusivamente à carreira solo. É deslocado para Rádio Roquette Pinto, que também era administrada pelo Estado. Tem, em ação contrária a lei do serviço público, seu salário reduzido a um quarto. Essa atitude burocrática indevida refletiu-se até o momento de sua aposentadoria do funcionalismo público prejudicando seus direitos empregatícios. 


1977
Com o sucesso do álbum “Confusão Urbana Suburbana e Rural” acredita ter condições de encarar a carreira de solista internacionalmente. Participa, a partir de então, do Festival de Artes Negras na Nigéria e de vários outros eventos ao redor do mundo: França, Holanda e Japão.

Crê ter chegado o momento de deixar o posto de clarinetista da Orquestra do Theatro Municipal.
Mas, ao ser dispensado da RCA Victor, por razões que nunca lhe foram esclarecidas, desorienta-se quanto ao rumo de sua carreira solo.

Compõe e orquestra os temas do seriado "Plantão de Polícia" da TV Globo e participa como ator e compositor no filme "Parceiros da Aventura", de José Medeiros.

Ao lado de Waldyr Azevedo, Abel Ferreira, Zé da Velha, Joel Nascimento e Copinha participa das duas temporadas do "Choro na Praça", no Teatro João Caetano, registrado ao vivo pela Polygram.

1976
Destaque do ano: "Confusão Urbana Suburbana e Rural" é lançado pela RCA Victor, com produção de Martinho da Vila, com que Paulo Moura tocava pelo mundo afora. Este LP, considerado um marco da música instrumental popular brasileira, fascina o público e a crítica especializada ao misturar percussão afro-suburbana a instrumentos de sopro de big bands e aos chorões. "Dia de Comício", "Carimbó do Moura", "Dois sem vergonha" com Wagner Tiso, e o "Tema do Zeca da Cuíca", com Tiso e Martinho, são de sua autoria.

1975
É convidado a reger a orquestra que acompanha Sergio Mendes numa temporada que se inicia no Teatro Manchete e se estende para o Theatro Municipal do Rio e Anhembi de São Paulo.
1974
Paulo Moura conduz a grande orquestra que acompanhou Milton Nascimento no show gravado ao vivo "Milagre dos Peixes", nos Teatro João Caetano do Rio de Janeiro, e no Theatro Municipal de São Paulo.
1971
A música "Mandrake", faixa do LP “Pilantocracia”, uma parceria de Paulo Moura e Wagner Tiso, é sucesso de execução nas rádios do Rio de Janeiro.

A gravadora Equipe lança o LP Fibra no qual Paulo Moura volta à formação com sete músicos: temos novamente Oberdan Magalhães (sax tenor e flauta), Cesário Constâncio (trombone), Wagner Tiso (piano e órgão) e Luíz Alves (contrabaixo e violão). Neste último, Marcio Montarroyos substitui Darcy da Cruz e Robertinho fica no lugar de Pascoal Meirelles. O disco tem, ainda, as participações de Tavito tocando guitarra em quatro faixas e Milton Nascimento tocando piano em uma e traz de novo, "Samba de Orfeu", "General da banda" e "Bitucadas nº 2", presentes em "Hepteto - Mensagem", mas com diferenças de arranjos que músicos diferentes na banda sempre impõem.

1969
A gravadora Equipe lança os LPs “Quarteto" com Wagner Tiso (piano), Luís Alves (contrabaixo) e Pascoal Meirelles (bateria) e “Pilantrocracia” em que reúnem-se a eles Darcy da Cruz e Heraldo Reis (trompete), Oberdan magalhães (sax), Cesário constâncio (trombone) e Mayuto Correa (tumbadora).

Regendo uma orquestra que incluía o seu Hepteto acrescido de 4 violas e 4 cellos, Paulo Moura acompanhando Maysa, estréia o primeiro show de música popular no Canecão, que até esse momento era apenas uma casa de dança com música ao vivo.

1968
O LP “Hepeteto – Mensagem" com Wagner Tiso (piano), Pascoal Meirelles (bateria), Luis Alves (contrabaixo), Oberdan Magalhães (sax tenor), Cesário Constâncio (trombone), e Darcy da Cruz ( trompete) é lançado pela gravadora Equipe no momento em que há uma retomada da bossa nova, agora voltada para o público mais sofisticado e amante do jazz.

Em apresentação inédita no Brasil, Paulo Moura e sua Orquestra de Música Popular trazem para a Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro, o “Ebony Concert for Jazz Orchestra’ de Igor Stravinsky”.


1966
Inicia a estreita amizade com Wagner Tiso, a quem convida para integrar o quarteto do baterista Edison Machado, em substituição à Osmar Milito, que deixava o grupo para viver em Los Angeles.
1965
Paulo Moura faz uma série de arranjos para Elis Regina , no LP “Samba - Eu Canto Assim”, com destaque para as canções : "João Valentão" de Dorival Caymmi e "Menino das Laranjas" de Théo Lima. Este trabalho surge no contexto da Era dos Festivais.

1964
Nasce Pedro, primeiro filho de Paulo Moura, em novembro. Seu nome homenageia o avô, Pedro Moura.


É lançado pela CBS, "Edison Machado é samba novo", um dos mais elogiados registros da bossa nova instrumental, com quatro faixas de Paulo Moura como arranjador, entre elas: "Só por amor". 


1962
O LP "Tangos e Boleros” é lançado pela gravadora Chantecler com solos no sax alto e clarineta apoiado sobre playbacks de gravações lançadas anteriormente onde o destaque eram cantores como Ângela Maria, Albertinho Fortuna e Nuno Roland.

Como parte do grupo "Bossa Rio Sextet" Paulo Moura apresenta-se na Noite da Bossa Nova no Carnegie Hall. Os outros integrantes do grupo eram Sérgio Mendes (Piano), Pedro Paulo (trompete), Octávio Bailey (violoncelo), Durval Ferreira (violão) e Dom Um Romão (bateria). No mesmo palco estariam Tom Jobim, Stan Getz, João Gilberto, os irmãos Castro Neves, Agostinho dos Santos e Carmem Costa, entre outros.


Nesta ocasião, ainda em Nova York, participa do LP "Cannonball Adderley e o Bossa Rio". Cannonball Adderley era o mais destacado saxofonista alto jazzístico americano daquele período.


1959
"Paulo Moura interpreta Radamés Gnatalli" é lançado com composições para sax alto, especialmente escritas para ele pelo excepcional compositor e maestro que o acompanha ao piano, ao lado de Pedro Vidal no contrabaixo, Trinca na bateria e Baden Powell no violão. Paulo Tapajós, diretor da Radio Nacional e da gravadora Continental encarrega-se da produção.
Curiosamente, o lançamento deste LP acontece ao mesmo tempo, no mesmo dia e no mesmo programa de televisão da TV Tupi que o LP "Chega de Saudade" de João Gilberto.
Paulo Moura inicia sua carreira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entra por concurso conquistando a vaga de clarinetista em primeiro lugar, apresentando a "Primeira Rapsódia" de Debussy. É o primeiro músico negro erudito do país a ocupar tal posição.

A partir de então é um apaixonado do repertório erudito das salas de concerto, óperas e balés. Toca sob a regência de Eleazar de Carvalho, Karabtchevsky, Stravisnky, Leonard Bernstein, entre outros. Quando o Hotel Copabana Palace convida cantores americanos para seus shows no Golden Room, onde se apresentam com orquestras brasileiras arregimentadas por Moacir Silva, Paulo Moura é o músico líder, acompanhando Lena Horn, Cab Calloway, Nat King Cole, Ella Fitzgerald, Sammy Davis Jr, Marlene Dietrich, entre outros. Devido ao acúmulo de atividades, passa a ter que indicar substitutos para conciliar seus compromissos no Theatro Municipal e nas grandes orquestras populares. Esse dilema irá durar até 1978, quando Paulo Moura se afastará da Orquestra do Theatro Municipal para dedicar-se exclusivamente à carreira solo.
1958
A trajetória de Paulo Moura como arranjador ganha qualidade cada vez maior. Devido à grande quantidade de solicitações de arranjos para os cantores da Rádio Nacional, o maestro Moacir Santos começa a dividir a tarefa com seu aluno, Paulo Moura. Logo depois, segue aprimorando-se como arranjador com o Maestro Cipó.
Paulo Moura recebe o convite para levar uma orquestra em turnê pela URSS. Durante a Guerra Fria havia vários simpatizantes da causa comunista na Rádio Nacional. No entanto não era fácil manter um intercâmbio entre Brasil e Rússia. Os músicos e cantores temiam o “ fichamento pela censura”, o que os impediria de obter, posteriormente, um eventual visto americano, e “ fazer a América” como a maioria sonhava. Por isso houve dificuldades na formação de um grupo de músicos para acompanhar os cantores Nora Ney, Jorge Goulart, Dolores Duran, Maria Helena Raposo na excursão pelo território soviético. Paulo Moura resolve enfrentar o desafio: torna-se diretor musical e regente da jazz band com 3 trompetes, 2 trombones, 1 flauta, 5 saxofones, 15 violinos, 3 violas, 2 cellos, bateria, piano, baixo e guitarra, com arranjos de Radamés Gnatalli, Maestro Gaya e de sua própria autoria.
O sax tenorista Moacyr Silva, seu colega na orquestra do Maestro Zaccharias, havia gravado um LP só com standards americanos pelo selo Musidisc, acompanhado por piano, baixo e bateria. Um sucesso nas vitrolas em festas de casa de família, que sem recursos de contratar as grandes orquestras, deliciavam-se dançando aos pares ao som de Bob Fleming, pseudônimo que a gravadora sugeriu, para “americanizar” o seu produto fonográfico. No retorno da Rússia, é a vez de Paulo Moura, seguir este mesmo caminho: grava seu primeiro LP autoral pela RCA Victor, “Sweet Sax”, sem aceitar , no entanto, usar um pseudônimo americano. Os arranjos são dos Maestros Cipó, Gaya, Moacir Santos e Nelsinho: ‘Nel blue de pinto di blue’, "Temptantion", ‘Out of nowhere’ e temas do musical ‘My Fair Lady’ são alguns dos hits do momento que fazem parte do repertório.

1957
É a época do convívio com os grandes maestros arranjadores da Radio Nacional: Lírio Panicalli, Radamés Gnatalli, Leo Peracchi, Guerra Peixe e Moacir Santos. E de músicos como o violonista Menezes, o baterista Luciano Perrone, Chiquinho do Acordeón e Jacó do Bandolim, e o saxofonista e clarinetista Luiz Americano.
1956
Edu da Gaita havia gravado o “Moto Perpétuo” de Paganini, o que era um acontecimento surpreendente em se tratando de instrumento de sopro. Paulo Moura, já confiante em sua técnica na clarineta, busca a partitura original para violino. Desenvolve, então, a técnica de respiração que permitisse o som contínuo. E em suas palavras ( In Paulo Moura, um solo brasileiro, Halina Grynberg Ed Casa da Palavra , RJ,2011:”... o ‘Moto Perpétuo’ é perpetuo por isso, não dá espaço para a respiração do violino, que não precisa respirar é claro, porque quem respira é o violonista. Mas a clarineta só tem som se a palheta vibrar com o meu sopro, e para que brejo vai então o tal do ‘Perpétuo’, respiro ou assopro? Daí que levei pelo menos 15 dias para encontrar um jeito de tocar a musica inteira, de 5 min. de duração. Inventei de acumular o ar nas bochechas, mantendo a palheta vibrando com este ar acumulado no rosto e respirando enquanto exalava. Ou seja um loucura. Tive de levantar peso, correr na areia da Praia de Copacabana, praticar ioga... Valeu. Gravei meu primeiro 78’ rotações, para a CBS. Foi quase uma façanha, que me levou aos programas de Flávio Cavalcanti e Silvio Santos na TV Tupi.”


Essa notoriedade permitiu a Paulo Moura organizar sua primeira orquestra e apresentar-se na Rádio Jornal do Brasil, às segundas feiras à noite. Além dos 5 sax, 4 trompetes e 3 trombones, baixo e piano, a orquestra tinha como destaque o baterista Edson Machado e a guitarra elétrica de Durval Ferreira, admiradores das Orquestras de Zaccarias e de Severino Araújo. Paulo Moura, com apenas 23 anos, escrevia os arranjos, escolhia o repertório e ensaiava músicos que depois se tornariam, como ele, destaques da musica instrumental. Com esta orquestra fez alguns bailes em clubes e cobria as folgas da orquestra do "Dancing Brasil".

Gravou um LP de 33’ no Estúdio da Sinter, que se tornou Phonogram e depois Polygram: "Escolha e dance com Paulo Moura e sua Orquestra de Danças". 

No entanto, observa que buscava um caminho já esgotado - as orquestras para dançar nos moldes americanos do swing como as de Benny Goodman, Artie Shaw e Woody Herman vinham sendo substituídas pelo rock & roll ou músicos em pequenos ‘combos’. Desfaz a sua orquestra e aceita um emprego fixo: músico na Radio Nacional. Os irmãos mais velhos José, Alberico e Waldemar, estavam ali contratados desde o início da década 50.  


1953
Após a série de shows com Ary Barroso, no Teatro Lírico da Cidade do México, sua primeira viagem internacional, com duração de dois meses, segue para Nova Iorque na esperança de encontrar Charlie Parker, de quem seguia o estilo. Termina fazendo amizade com o trompetista Dizzy Gillespie que o recebe em sua casa em Corona Plaza, subúrbio de New York.

Desenvolve-se no bebop, um estilo que incorporou elementos do impressionismo francês na harmonia, e onde as acentuações rítmicas do solo eram executadas com acentos deslocados, diferenciando-se do swing que o antecedeu, com Benny Goodman, Count Basie e Duke Ellington. Na volta ao Rio de Janeiro, retoma os estudos de clarineta para diplomar-se na Escola Nacional de Música.

Paulo Moura apura seu gosto pelo jazz e ensaia nas tardes de sábado, em sua casa, na Rua Barão de Mesquita, onde irá reunir um grupo de músicos instrumentais. O pianista João Donato faz as composições e Paulo Moura trabalha com os sopros. Johnny Alf comparece para mostrar algumas inovações musicais como a canção "Rapaz de Bem". A Bossa Nova ainda não tinha estourado, mas já se anunciava no meio musical. Johnny Alf, que acabara de gravar seu primeiro disco solo, lhe dava notícias sobre um arranjador muito bom, e então ainda desconhecido, Tom Jobim.

Paralelamente a essas incursões pelo jazz nacional, Paulo Moura toca nas orquestras dos Táxi Dancings: Os mais importantes ficavam no subsolo do Edifício São Borja, na Cinelândia. Lá os deputados federais (o Rio de Janeiro ainda era a Capital) e seus assessores dançavam com as damas da noite, as táxis-girl. Os frequentadores do dancing recebiam um cartão que ia sendo picotado pelas damas. Quanto mais tempo dançassem mais pagavam ao gerente e às damas. Este era o espaço do segundo escalão, porque o primeiro, o dos senadores, se encontrava na Boite Vogue.  

1952
Neste ano participa da efervescência do jazz no Brasil, com o Maestro Cipó, Dick Farney e K- Ximbinho, sempre como primeiro saxofone nas grandes formações lideradas por eles, seja no Theatro Municipal ou no Copacabana Palace. O Maestro Cipó criava arranjos privilegiando os trompetes nos agudos, o que produzia um efeito brilhante, inspirado em Dizzy Gillespie e Stan Kenton, enquanto o K-Ximbinho escrevia os seus arranjos de uma maneira mais suave, usando instrumentos como violoncelo e oboé, meio cool jazz. Dick Farney, grande pianista, preferia o estilo de Dave Brubeck. Deixa a Orquestra de Oswaldo Borba e as gravações com a Orquestra do Maestro Zaccarias.

O Prof. Jayoleno dos Santos insiste para que Paulo Moura , já graduado em clarineta na Escola Nacional de Música, curse ainda um ano no Conservatório de Música de Niterói para obter o diploma de Professor de Clarineta. 

Em concursos promovidos por Paulo Santos, apresentador dos programas "Concertos Sinfônicos" e "Em tempo de Jazz" da Radio Mec, Paulo Moura é premiado como melhor clarinetista e melhor saxofonista. Assim, em dois anos seguidos, sob a produção de Paulo Santos, participa da gravação dos LPs: "Em tempos de Jazz" I e II.

1951
Pela primeira vez tem carteira assinada como músico profissional em trabalho temporário: é o primeiro saxofone alto (solista) da Orquestra de Oswaldo Borba na Rádio Globo.

Primeira gravação como músico de estúdio no selo Odeon. Acompanha Dalva de Oliveira em "Palhaço", uma composição de Nelson Cavaquinho. 
Em seguida, na RCA Victor, grava com Zaccarias e sua Orquestra , também como primeiro saxofonista e acompanha os cantores Nelson Gonçalves, Dircinha Batista, Núbia Laffayete, Carlos Galhardo e Gilberto Alves.

Toca sob a regência do Maestro Leonard Bernstein, que vem ao Rio para conduzir e interpretar obras suas e de Gershwin (‘Rapsody in Blue’).

Com o Prof. Paulo Silva expande seus conhecimentos sobre harmonia musical, sustentando as aulas particulares com seus primeiros cachês de músico de orquestra popular. 

Já tocando na recém inaugurada TV Tupi, Paulo Moura serve ao Exército na Cavalaria de Guarda de São Cristóvão.


1950
Ingressa, por mérito, diretamente no quarto ano do Curso de Clarineta, na Escola Nacional de Música, sob a orientação do Prof. Jayoleno dos Santos.

1949
Ganha os primeiros trocados em bailes de classe média, nos clubes Monte Sinai na Tijuca e no Clube Israelita Brasileiro de Copacabana. Toca ainda nas gafieiras do Andaraí, no Centro da cidade, Praça da Bandeira, Belford Roxo e Pavuna. Frequenta o Ponto dos Músicos (em frente ao Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes) conseguindo dar início à carreira profissional. Só então volta a estudar formalmente no "Ginásio Luiza de Castro".

1947
Interrompe os estudos na segunda série do ensino médio no Ginásio Luiza de Castro, na Tijuca, para dedicar-se exclusivamente à música, com autorização de seus pais. Estuda clarineta e Teoria Musical e Solfejo, com o Prof. João Batista, um dos mais solicitados clarinetistas e saxofonistas dos anos 1950 no Rio de Janeiro.

1945
A família Moura chega ao Rio de Janeiro, para morar na Rua Barão de Mesquita 363, na Tijuca.

1944
Começa a tocar no conjunto de seu pai Pedro Moura – em bailes populares no Clube Marcilio Dias, para a população negra de S. José do Rio Preto, em tempos de discriminação racial. Extrai seu primeiro solo num choro composto pelo saxofonista Domingos Pecci.

1941
Aos nove anos, Paulo Moura inicia seus estudos musicais com o pai. Dele ganha a primeira clarineta.

1932
Paulo Moura nasce em 15 de julho de 1932, na Cidade de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo, filho de Pedro Gonçalves de Moura e de Cesarina Cândida de Moura. A Revolução Constitucionalista de 1932, iniciada em São Paulo contra o Governo Federal de Getulio Vargas, impediu que seu pai o registrasse na ocasião do nascimento. Assim surgiu a data de 17 de fevereiro de 1933, que consta até hoje em documentos oficiais.